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Imagens
do júri popular, que absolveram réu acusado de agredir
brutalmente o genro, voltam a circular
nas redes sociais e geram forte repercussão. Caso ocorreu
em 2015, mas voltou à tona em 2026 |
Bnews - Divulgação Reprodução / Redes Sociais |
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VIRALIZOU! Vídeo mostra audiência que absolveu
pai que deu chibatadas em genro por agredir
sua filha na Bahia; assista |
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21/02/2026 |
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(BNews)
- Um caso polêmico de agressão familiar que
abalou a cidade de Irecê, no norte da Bahia,
tomou as redes sociais após a divulgação de
vídeos da audiência do júri popular, que resultou
na absolvição do réu, Luiz Carlos da Silva.
Ele foi acusado de tentativa de homicídio qualificado,
sequestro e cárcere privado após agredir seu
genro, Charles Barreto Durães, com chicotadas
e uma peixeira.
O vídeo da audiência, disponibilizado pelo Tribunal
de Justiça da Bahia (TJ-BA), mostra Luiz Carlos
confessando as agressões durante o julgamento,
em novembro de 2025, após quase 10 anos do ocorrido.
Ele relatou que, ao descobrir que sua filha
era vítima de violência doméstica, decidiu agir
para se vingar do genro, que teria agredido
a esposa repetidamente.
“Eu perguntei para ele: ‘Você gosta de bater
aonde na minha filha? É no rosto? Agora você
vai sentir a dor que ela sentiu’”, declarou
Luiz Carlos, justificando sua atitude como uma
defesa de sua filha, que, segundo ele, sofria
abusos no relacionamento com o genro.
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O
Caso de Irecê
O incidente aconteceu em dezembro de 2015, quando
Luiz Carlos e a esposa desconfiaram de que a
filha estava sendo agredida pelo marido, o genro.
Ela usava roupas longas, mesmo em clima quente,
o que levantou suspeitas de que escondia hematomas.
Após uma briga durante as festividades de Natal,
em que o genro agrediu a filha na frente de
familiares, o pai da jovem decidiu tomar uma
atitude drástica.
Em
depoimento, Luiz Carlos relatou que convidou
o genro para um passeio à zona rural de Irecê,
onde o amarrou e o agrediu com tapas e chicotadas,
conforme relato do próprio réu. Ele afirmou
que a filha teria pedido para que ele tomasse
essa atitude como forma de vingança. “Eu dei
de oito a 12 chicotadas com a faca nas costas
dele", afirmou, acrescentando que, embora
tivesse batido com força, não tinha a intenção
de matar o genro.
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A
Versão do Genro
Já o genro, Charles Durães, negou as acusações
de violência doméstica. Durante o júri, ele
afirmou que, embora tenha empurrado a esposa
durante uma briga, não costumava agredi-la fisicamente.
Charles descreveu o momento da agressão como
um pesadelo. "Quando chegou na roça, ele
estava armado com uma faca e um revólver e me
fez deitar no chão. Ele pisou no meu pescoço,
pisou nas minhas costas, passou as minhas mãos
para trás e me amarrou", relatou, entre
lágrimas, durante seu depoimento.
Segundo Charles, as agressões não pararam na
propriedade rural. Após ser amarrado e espancado,
ele foi levado para uma plantação, onde continuou
apanhando na frente de trabalhadores. Em seguida,
foi forçado a se deslocar até a praça de um
povoado, onde a violência também aconteceu diante
de moradores locais. O sofrimento de Charles
só cessou quando um tio de Luiz Carlos intercedeu,
interrompendo as agressões.
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A
Decisão do Júri
Surpreendentemente, o júri decidiu absolver
Luiz Carlos dos crimes de tentativa de homicídio
qualificado, sequestro e cárcere privado. A
decisão, que gerou polêmica, foi tomada após
os jurados considerarem que ele não teve a intenção
de matar o genro, embora tenha agido com violência.
Emocionado ao ouvir o veredicto, o réu caiu
de joelhos no chão do fórum, agradecendo pela
absolvição.
O vídeo da audiência, que vazou para as redes
sociais, gerou repercussão imediata e dividiu
a opinião pública sobre a legitimidade das agressões.
Muitos defenderam Luiz Carlos, vendo-o como
um pai protetor que agiu para defender a filha
das agressões de um marido violento, enquanto
outros questionaram o uso da violência como
resposta.
Fonte:
BNews, publicado em 21/02/2026
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