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(g1) - Um homem foi condenado a 30 anos de prisão,
em regime fechado, pela morte da ex-companheira
Kelly Oliveira Silva,
de 36 anos.
A sentença foi proferida na quarta-feira (9),
após cerca de dez horas e meia de julgamento
no Tribunal do Júri, no Fórum Desembargador
Filinto Bastos, em Feira de Santana, segunda
maior cidade da Bahia.
Segundo
a decisão, Luiz Henrique
Cerqueira de Oliveira matou Kelly na
noite de 1º de outubro de 2024, por asfixia,
tortura e com diversos golpes de arma branca.
O crime aconteceu porque ele não aceitava o
fim do relacionamento.
Kelly foi encontrada morta no dia 3 de outubro,
dentro da casa do ex-companheiro, no bairro
Caseb. Ela estava desaparecida desde o dia 1º,
quando saiu para encontrar Luiz Henrique.
Antes de desaparecer, Kelly enviou mensagens
para uma prima dizendo que o ex-namorado queria
conversar com ela para tentar reatar o relacionamento.
Os dois mantiveram uma relação por cerca de
quatro anos e, segundo a família da vítima,
estavam separados havia aproximadamente três
meses.
Após o crime, Luiz Henrique deixou Feira de
Santana. Ele foi localizado depois de se apresentar
à polícia no dia 14 de outubro de 2024, acompanhado
de um advogado.
Na época, disse ao delegado que havia usado
drogas no dia em que encontrou Kelly e que não
se lembrava do que havia acontecido. Depois,
foi preso e encaminhado ao Conjunto Penal de
Feira de Santana. |
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O
julgamento começou por volta das 8h30 de quarta-feira.
Durante a manhã, quatro testemunhas foram ouvidas.
Depois, Luiz Henrique foi interrogado.
À tarde, defesa e acusação fizeram as articulações,
seguidas por réplica e tréplica. A votação dos
jurados começou no início da noite e terminou
com a condenação.
O processo é classificado pela Justiça como
homicídio qualificado. Já a Polícia Civil tratou
o caso como feminicídio.
Kelly trabalhava como manicure e era mãe de
quatro filhos. Ela foi sepultada no Cemitério
Jardim das Flores, em Feira de Santana, um dia
após o corpo ser encontrado. Não houve velório
por causa do estado em que o corpo foi localizado.
A TV Subaé, afiliada da Rede Bahia na região
tentou contato com a defesa de Luiz Henrique,
mas não teve retorno até a publicação desta
reportagem. |