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Idosa tem R$ 300 mil retirados de conta em banco
e descobre empréstimo que não fez |
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Caso
faz parte de uma investigação sobre um suposto
esquema de desvios em uma agência bancária |
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30/09/2026 |
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(A Tarde) - Uma idosa de 78 anos descobriu que
o dinheiro guardado ao longo da vida desapareceu
de uma conta bancária em Miguelópolis, no interior
de São Paulo.
Segundo a família, cerca de R$ 300 mil foram
retirados sem autorização. Além do prejuízo,
a aposentada ainda enfrenta descontos mensais
referentes a um empréstimo que afirma nunca
ter contratado.
O
caso faz parte de uma investigação da Polícia
Civil sobre um suposto esquema de desvios em
uma agência do Santander no município. Uma ex-funcionária
do banco, Vanessa Gonçalves Miranda, de 40 anos,
e o companheiro dela, o dentista Adilson Coelho
de Paula, de 56, foram presos preventivamente
na segunda-feira, 28.
A investigação apura desvios que ultrapassam
R$ 2 milhões e teriam ocorrido entre 2024 e
2026. Conforme a polícia, entre as principais
vítimas estão clientes idosos.
Família descobriu conta
zerada
A situação da aposentada veio à tona em meio
a um tratamento de saúde. Ela havia passado
por um transplante de córnea e, depois do procedimento,
familiares foram até a agência para retirar
dinheiro. Ao consultar o extrato, descobriram
que o saldo estava zerado.
“É dinheiro de uma vida”, lamentou uma sobrinha
da idosa, que preferiu não ser identificada.
Segundo ela, a tia mantinha a conta na mesma
agência havia anos e costumava ser atendida
exclusivamente por uma funcionária, em quem
depositava confiança.
Ao analisar extratos referentes a 2024, 2025
e 2026, a família afirma ter identificado diversas
operações que a aposentada não reconhece. Entre
elas estavam retiradas de valores elevados e
movimentações envolvendo aplicações financeiras.
A sobrinha relata que os saques começaram em
2024 e se tornaram mais frequentes no ano seguinte.
Em determinado período, segundo ela, eram retirados
R$ 5 mil por dia, de segunda a sexta-feira.
A família também afirma ter descoberto a existência
de dois cartões emitidos em nome da aposentada
que eram desconhecidos pelos parentes. |
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Empréstimo
compromete aposentadoria
Além do desaparecimento das economias, os familiares
encontraram um empréstimo que, segundo eles,
não foi contratado pela idosa. São 36 parcelas
de R$ 1.047, totalizando aproximadamente R$
37,7 mil.
A aposentada já teria pago 11 parcelas e, conforme
a família, os descontos continuam sendo feitos
mesmo após a contestação. Com isso, restariam
cerca de R$ 1 mil mensais da aposentadoria para
que ela possa se manter.
A sobrinha afirma ainda que os parentes passaram
a ajudar nas despesas da idosa, que necessita
de medicamentos, exames e consultas.
Problema apareceu antes
de cirurgia
Antes de descobrir que a conta estava sem dinheiro,
a família já havia enfrentado dificuldades para
movimentar os recursos. Para pagar o transplante
de córnea, que custou R$ 11 mil, os parentes
afirmam ter solicitado um cartão de débito.
Segundo a sobrinha, o pedido não foi atendido.
A alternativa apresentada pela agência teria
sido a retirada do valor em espécie. Com isso,
a família diz ter transportado os R$ 11 mil
em dinheiro até Ribeirão Preto, onde seria realizado
o procedimento.
Investigação
apura desvios milionários
Segundo a Polícia Civil, a apuração começou
depois que clientes procuraram as autoridades
para denunciar movimentações que não reconheciam.
A investigação aponta que Vanessa trabalhou
por mais de 12 anos na agência e teria se aproveitado
da relação de confiança estabelecida com correntistas
para movimentar valores. O companheiro dela,
segundo a polícia, teria recebido parte do dinheiro.
A decisão judicial que determinou as prisões
cita suspeitas de saques indevidos, empréstimos
fraudulentos, transferências sem autorização
e resgates de investimentos. As vítimas seriam,
em grande parte, pessoas com pouca familiaridade
com aplicativos bancários.
O documento judicial menciona, entre outros
casos:
- uma idosa com prejuízo estimado em R$ 1,76
milhão;
- um idoso sob curatela que teria perdido R$
94,1 mil;
- outra vítima com perdas superiores a R$ 240
mil.
- os valores investigados ultrapassariam R$
2,1 milhões.
A polícia também apura indícios de lavagem de
dinheiro por meio da movimentação dos recursos
entre diferentes contas e casas de jogos e apostas.
A defesa de Adilson afirmou à EPTV que ele desconhece
as acusações e não possui envolvimento com irregularidades
investigadas no caso. A defesa de Vanessa havia
sido procurada, mas não tinha se manifestado.
O Santander também foi procurado para esclarecer
os questionamentos relacionados ao empréstimo,
ao eventual ressarcimento das vítimas e à demissão
da ex-funcionária, mas não havia apresentado
resposta.
Fonte:
A Tarde, publicado em 29/09/2026
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