situação
em que se encontra o escritório da ADAB em Ipirá. Só
para se ter uma idéia do total descaso com os criadores
do município, a campanha de vacinação contra a febre
aftosa se encerrou no último dia 30 de novembro e até
o dia 8 de dezembro, uma grande parte dos criadores
não tinham conseguido cadastrar seus animais, pois faltam
funcionários para atender a demanda. Tutu informou também
que grandes filas tem se formado todos os dias na porta
do escritório e para piorar a situação, não existe um
atendimento diferenciado para os idosos, mulheres grávidas
e portadores de deficiência como acontecem por lei em
todos os órgãos públicos.
“ – A ADAB é um dos órgãos que mais arrecada no município
de Ipirá, pois a cada três carneiros que são transportados
para o abate em Feira de Santana ou Pintadas é cobrado
uma taxa de R$ 10 reais e o boi, por cada animal, é
cobrado uma taxa de R$ 1,20, um real e vinte centavos.
Toda esta arrecadação que é feita no município de Ipirá,
deveria ser revertida para atendimento das necessidades
do próprio escritório, que está com as cadeiras sem
os acentos, todos que chegam ali para ser atendido tem
que ficar em pé. Fui informado que a equipe que deveria
fazer a fiscalização nas propriedades rurais não recebe
nem um litro de gasolina para fazer as viagens e a fiscalização
fica sem ser feita, o que coloca em risco não só o rebanho
do município, mais de todo o estado, pois se algum criador
deixar de cumprir o cronograma da vacinação e não é
fiscalizado e algum animal for afetado pela febre aftosa
ou outra doença a coisa pode se complicar. Eu quero
acreditar que só é fornecido gasolina quando a fiscalização
que é direcionada para apreender os animais abatidos
fora dos matadouros. Temos que acionar a SEAGRI – Secretaria
de Agricultura, Irrigação e Reforma Agrária do Estado
da Bahia – para que esta situação seja revertida e os
criadores e pecuaristas ipiraense tenham a devida assistência
da ADAB,” concluiu o vereador Tutu.
|