PT
e PMDB fecham acordo para candidatura de Dilma
em 2010.
PMDB
indicará vice, mas apenas no ano que vem. Partidos
tentarão repetir dobradinha nos estados. |
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Jeferson
Ribeiro Do G1, em Brasília
20/10/09 - 23h48 |
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O
presidente do PT, deputado Ricardo Berzoini (PT-SP),
e o presidente licenciado do PMDB, deputado Michel
Temer (PMDB-SP), confirmaram nesta terça-feira
(20), após jantar com o presidente Luiz Inácio
Lula da Silva no Palácio da Alvorada, o anunciado
acordo eleitoral que prevê a união dos dois partidos
para sucessão do presidente Luiz Inácio Lula da
Silva.
A chapa anunciada pelos dois partidos terá a ministra
chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, como candidata
à presidência e o vice dela será indicado pelo
PMDB em 2010.
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"Tivemos hoje uma conversa com o presidente
Lula, ministros dos dois partidos e líderes do
Congresso para formalizar um compromisso político
que tem o objetivo de caminharmos juntos em 2010.
Esse compromisso político vai trazer alguns pontos
básicos desse processo que vamos divulgar amanhã",
disse Berzoini ao sair do jantar.
Eles informaram que os partidos irão divulgar
na manhã desta quarta-feira (21) um documento
com vários pontos que delimitam a aliança e demonstram
a necessidade de ouvir as bases dos partidos nos
estados.
Segundo Temer, esse documento vai informar que
todos os partidos do arco de alianças do governo
Lula serão convidados a formar a coalizão de governo
para 2010 e que todos participarão da elaboração
do programa de governo e da coordenação da campanha
da ministra Dilma.
"Destacamos desde já que a chapa majoritária
tem a composição do PT e do PMDB como composição
que nós definimos como a dos dois maiores partidos
da coalizão que sustenta o governo Lula e que
nós pretendemos que sustente a candidatura da
ministra Dilma Rousseff", disse o presidente
petista.
Aliança nos estados
Temer e Berzoini fizeram questão de frisar que
os dois partidos se esforçarão para repetir a
mesma aliança nos estados, mas que as divergências
não devem comprometer o compromisso firmado nesta
terça-feira.
"No
PMDB temos um grande patrimônio dos nossos companheiros
nos municípios e nos estados. Então, num dos últimos
pontos dessa nota [que será divulgada na quarta-feira]
surgirá a ideia de que nós vamos com isso consultar
os vários companheiros nos estados e tentar solucionar
em conjunto as questões entre PT e PMDB tentando
reproduzir esse pré-acordo que fizemos aqui nos
estados", disse Temer.
Questionado se as divergências estaduais podem
comprometer o acordo firmado com Lula, o presidente
do PMDB disse que não. "Não acredito nisso
no PMDB. Mas, temos que prestar atenção nas questões
regionais. Acredito que o fato de hoje foi muito
significativo", salientou.
Temer negou ainda que ele será o vice na chapa
encabeçada por Dilma. "[Esse] nome é fruto
das circunstâncias políticas do PMDB no ano que
vem", afirmou.
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