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                                                                                                                                                        Fotos: 28 - Orlando Santiago Mascarenhas
 
IPIRÁ - Deficientes físicos fazem “1º Caminhada da Acessibilidade”.
 
Por Orlando Santiago Mascarenhas
10/12/2009
Aconteceu, na manha desta terça-feira, dia 08, uma importante caminhada pelo centro de Ipirá-BA. O ato foi uma manifestação dos deficientes físicos e seus familiares. O projeto é uma iniciativa do Conselho Municipal das Pessoas com Deficiência de Ipirá – COMPEDE e contou com o apoio da Secretaria Municipal de Assistência Social de Ipirá.

Os manifestantes saíram por volta das nove horas da manhã do Colégio José Saint’ Clair e foram até a Praça Roberto Cintra, na região central da cidade, onde discursaram, recitaram poesias e fizeram exposição de artes com trabalhos realizados pelos próprios deficientes.

O evento contou com a presença da secretária de Educação, Maria Vanda Barreto; presidente da Associação ipiraense dos deficientes físicos (AIDEF), Valdenor Oliveira; representantes da Secretaria de Assistência Social, representantes de entidades, convidados, além de outros representantes de instituições.

O objetivos da caminhada é lembrar o Dia Internacional da pessoa com Deficiência e alertar a população sobre os direitos dos deficientes físicos de transitar com autonomia nos espaços públicos e particulares de uso coletivo e a importância de garantir-lhes a apreciação plena dos direitos e o prazer de ir e vir.

Para Valdenor Oliveira, o preconceito, a dificuldade da falta de transportes e o descaso das pessoas no dia-a-dia. Esses são os principais obstáculos que os portadores de deficiência têm que enfrentar. “Queremos chamar a atenção da sociedade, mostrar para as deficiências e limitações destes grupos, mostrar que o deficiente precisa ser respeitado, inclusive dando a oportunidade para que uma pessoa em normais condições físicas possa sentir, na prática, algumas das dificuldades enfrentadas pelos portadores de deficiência. Apesar de a maioria ter plena condição de trabalho e de levar uma vida normal, muitas vezes são impedidos por barreiras impostas pela própria sociedade”, concluiu Valdenor.

A secretária de Educação, Maria Vanda Barreto destacou a importância do movimento. “Através de ações de sensibilização como essa caminhada procuramos mostrar para sociedade que a acessibilidade é um direito fundamental para as pessoas viverem em plenitude, poder estudar, ter acesso a lazer e que todos somos iguais, capazes e temos os mesmos direitos", disse.

Segundo o IBGE, há 24 milhões de deficientes físicos no Brasil. O tema acessibilidade vem sendo bastante debatido na sociedade brasileira, principalmente após o Decreto Federal Nº 5296, de 02 de dezembro de 2004. A lei estabelece normas gerais e critérios básicos para a promoção da acessibilidade no país.

As leis específicas de acessibilidade proporcionam a garantia de direitos e atuação do poder público junto a comunidade. Vale mencionar alguns direitos dos deficientes, que devem ser conhecidos, observados e cobrados: o Decreto Federal Nº 5296, estabelece que todas as instituições públicas e particulares de uso coletivo devem adequar suas instalações para permitir o total acesso das pessoas portadoras de deficiência. Tanto nos entornos, quanto nos interiores dos prédios, as intervenções devem seguir as regras de acessibilidade definidas pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), conforme estabelece a NBR N° 9050.

Outra conquista importante é o Passe Livre interestadual, programa do Governo Federal para o portador de deficiência física, mental, auditiva ou visual carente. Ele permite a essas pessoas o direito de percorrer o país a custo zero, caso a família possua renda familiar mensal de até um salário mínimo por pessoa. Estão incluídos o transporte coletivo interestadual convencional por ônibus, trem ou barco, e transporte interestadual semi-urbano.

Esse tipo de manifestação social mostra a importância de se respeitar o direito de todas as pessoas, independentemente de cor da pele, gênero, idade, ideologia política ou religiosa, orientação sexual, condição física, intelectual, sensorial ou social.

Houve poucas pessoas presentes ao ato público, embora a questão dos deficientes seja muito importante, afinal é uma manifestação que representa e cobra os interesses de mais de dez por cento da sociedade. Ser cidadão é cumprir com seus deveres e ter seus direitos garantidos e reconhecidos pelo Estado através das leis. Conhecer e cobrar direitos sociais é uma forma de transformar, ser solidário, exercer sua cidadania, contribuir e melhorar sua comunidade, sua cidade e o seu país. Nessa perspectiva, espera-se que nos próximos encontros se façam presentes setores de relevância social a exemplo de políticos, legisladores, radialistas, artistas, empresários, educadores, estudantes, sociólogos, diretores de escolas e muito mais.
 
Sites relacionados que esclarecem a situação e os direitos dos deficientes.
 
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